quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Clube de Regatas Barra do Ceará = a

 

Clube de Regatas Barra do Ceará

 

Não sei de nenhum registro de alguma “Regata” realizada por conta deste Clube que, na época, era vizinho à foz do Rio Ceará. No entanto, a minha frequência lá se deu por conta das festas de formatura dos colégios de Antônio Bezerra e vizinhança em todos os finais de ano.

A partir de 1969 quando completei 18 anos meus pais me permitiam ir às festas. Mas, era coisa chique, e tinha de arranjar o obrigatório paletó e dinheiro para as passagens de ônibus. As duas coisas eram um problema só. Tinha vez que o dono do paletó ia para festa também, aí tinha que ter alternativa e nem sempre tinha. O dinheiro a gente podia solucionar indo a pé. Um estirão danado, mas que de Antônio Bezerra dava de encarar. Cansei de ver grupos de rapazes no “pé-dois” enquanto eu passava no ônibus.

Isso foi no meu tempo de rapaz. Os clubes de Fortaleza  exigiam nas Festas De Final De Curso das escolas, “traje passeio completo”. E cada final de ano era um deus nos acuda. Tinha festa desde o Náutico, passando pelo Clube dos Diários, América, Líbano e Ideal, mas eram clubes chiques demais, não dava pra mim, porém se eu pudesse iria a todas do Clube de Regatas Barra do Ceará. Contudo, tinha de ter “traje passeio completo”. Mas aí, depois da festa começada dava pra entrar sem convite e a fiscalização diminuía.

Então era um tal de ver paletó voando por cima do muro para os colegas que ainda não tinham entrado nem tinham paletó. A “macharada” solidária botava alguns paletós nas cadeiras e o resto dos paletós voava por cima do muro para os infortunados colegas e os donos deles iam dançar só de camisa social e gravata. Quando o fiscal clube perguntava pelo paletó a gente apontava uma cadeira e dizia que estava ali assim… por causa do calor, é claro!

Acho que o porteiro estranhava aqueles arranjos de “calça marrom, camisa branca e paletó verde” ou “calça azul-clara, camisa xadrez e paletó preto”. Não quero nem falar das gravatas. Acho que ele estranhava, mas depois das dez da noite um espírito de caridade baixava no homem e o pessoal entrava...

Ah, que tempo bom, Deus do céu. Namorava-se a “três por dois”, mas soube de gente que começou no salão e terminou no altar!

 

Prof. CESAR Bolkan (17.11.2023)

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